quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Depois da queda, o coice.

Quando caímos, desde bebês, demoramos alguns segundos para nos perceber de cara no chão, para logo então nos levantar. E esses segundos se repetem ao longo de nossa vida, em todas as quedas. Mas este texto não é sobre "perceber-se caído" e sim, perceber quem o assiste.
Existem pessoas que, ao assistir sua queda, rirão, te humilharão e até mesmo podem te dar um coice - piorando ainda mais a situação. Mas, como os bebês, que não esperam que alguém os ajude - eles tentam se levantar sozinhos - nós é que os ajudamos, incentivamos.
Não devemos esperar de todos o braço estendido para nos levantar, e sim, devemos nos levantar por nós mesmos e encarar de cabeça erguida quem está ali em volta, ridicularizando toda a situação. Não esperar de todas as pessoas atitudes solidárias, é também, uma forma de evitar a decepção.
Há aqueles que pensam que "ninguém é amigo de ninguém", que a vida é uma selva e que é preciso tirar vantagem em todas as situações. Também há os que pensem que todas as pessoas são boas, amigas e, quando deparadas por uma falta de solidariedade dessas se desapontam e até se revoltam. Eu não, eu penso que o ser humano é muito mais complexo que isso, que ninguém é 100% bom ou 100% mau, e que podemos ser independentes uns dos outros, mesmo precisando uns dos outros.
Por isso, prefiro as pessoas que reagem com falta de solidariedade àquelas que simplesmente não reagem. Porque, as pessoas que ficam de longe, observando sem fazer nenhum movimento (seja contra ou a favor) - essas são as piores. Dessas, fujo. Não perco meu tempo com quem "evita conflitos" à todo custo, sem nunca se posicionar sobre qualquer assunto. Discuto com quem discorda de mim, ouço e, muitas vezes, mudo de opinião - sem medo. A maior coerência que procuro é com os meus próprios valores, tenho responsabilidade com aquilo que acredito primeiro e, depois, com o que passo para o mundo. Quem troca essa ordem, corre o risco de perder seus valores e de ser parcial demais, ou superficial demais.
Refletindo sobre como reagir aos coices que a vida nos dá, mesmo quando estamos arriados no chão, não poderia deixar de citar Aquele que é mais do que um amigo, O único de quem podemos esperar sempre amor e acolhimento: Jesus Cristo.
Estava conversando ontem com um amigo, sobre uma passagem na Bíblia (Daniel, cap. 3) em que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram condenados à fornalha por não adorar a outros deuses. Deus se agradou da atitude deles, e poderia livrá-los num piscar de olhos, sem dúvida. Porém, Ele não os livrou, Ele entrou na fornalha com os três judeus.
Isso não é incrível? Só Deus mesmo para fazer isso com seus filhos! Nem mesmo o amor de mãe, em toda sua profundidade, seria capaz disso. Quantas vezes já não vimos mães livrando filhos de castigos por "amar demais" e não conseguir castigá-los?
Por isso, de todas as vezes que cair, por mais que te dêem um coice, lembre-se que Deus está com você em todos os momentos, e levante-se de cabeça erguida para encarar como um vitorioso a todos os que riram de você.
É o que estou tentando fazer... ;o)

2 comentários:

Jessé disse...

Oi Debora,
gostei muito do texto. Parabens... vc escreve muito bem.
Abração

Débora Bee* disse...

Valeu, Jê!
Abçs!!!
=D

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